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Cosas de Brasilia

Oswaldo Montenegro

Coisas de Brasília

Era frio e era claro
como a seca de Brasília
eu já não sei se amava ou sonhava
isso eu sei
você era mais loura no meu sonho
que em meu olho, eu sei
meu olho era escuro
pro teu sonho iluminar, eu sei
Era reto e projetado
como as linhas de Brasília
não diga o que eu já sei
eu penso que é mentira, eu sei
a nossa solidão é a do planeta
é quase a mesma, eu sei
atenda o telefone, ouça meu disco
ou saia pra jantar, eu sei
Minha canção era loucura
como a alma de Brasília
contorna, adoça, põe na boca o fel
da louca ilha eu sei
e é quase branca a minha angústia
eu não te amo porque amei
e quando te encontrar
vou perguntar o que valeu

Cosas de Brasilia

Era frío y era claro
como la sequedad de Brasilia
ya no sé si amaba o soñaba
eso sí sé
en mi sueño eras más rubia
que en mis ojos, lo sé
mis ojos eran oscuros
para iluminar tu sueño, lo sé
Era recto y proyectado
como las líneas de Brasilia
no digas lo que ya sé
pienso que es mentira, lo sé
nuestra soledad es la del planeta
es casi la misma, lo sé
contesta el teléfono, escucha mi disco
o sal a cenar, lo sé
Mi canción era locura
como el alma de Brasilia
contorna, endulza, pone en la boca el hiel
de la loca isla, lo sé
y casi blanca es mi angustia
no te amo porque amé
y cuando te encuentre
te preguntaré qué valió

Escrita por: Mongol / Oswaldo Montenegro