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Tráfico

Oswaldo Montenegro

Engarrafamento

Eu tava andando na rua
Chovia e tava calor
Como um taxímetro o olhar registrava
E me cobrava tudo o que já passou

E você me odeia, eu entendo
E deus passou lotado por nós
Não, não esqueça que a cabeça
Abandonou minha voz

A gente andou pela lua
Mas nunca andou de metrô
Eu só estranhava quando te via nua
E preferia de vestido bordô

Tráfico

Yo estaba caminando por la calle
Llovía y hacía calor
Como un taxímetro, la mirada registraba
Y me cobraba todo lo que ya pasó

Y me odias, lo entiendo
Y Dios pasó lleno por nosotros
No, no olvides que la mente
Abandonó mi voz

Caminamos por la luna
Pero nunca en metro
Me sorprendía al verte desnuda
Y prefería con vestido burdeos

Escrita por: Mongol / Oswaldo Montenegro