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Vaivén del Carretero

Otávio Augusto e Gabriel

Vai e Vem do Carreiro

Carreiro vai, carreiro vem
Beirando matas, cordilheiras
Campos e espigões
Na estrada azul dos matagais
Lhe acompanham passarinhos
Vindos dos sertões
No peito seu, eu sei que tem
Seis bois puxando o carro
Triste do seu coração
É a saudade emparelhada
Com a lembrança
O amor, a esperança
Desespero e solidão
Carreiro vai, carreiro vem (Carreiro vai, carreiro vem)
Rodando só pelo sertão
Cantando assim
Carreiro vai, carreiro vem (Carreiro vai, carreiro vem)
Na sua estrada de paixão
Que não tem fim
Carreiro vai, carreiro vem
Para bem longe do filhinho
Que ficou no lar
Bem cedo sai, a tarde vem
Deitar nos braços de Chiquinha
Sempre a lhe esperar
Solta seus bois lá no curral
Quando no morro surge
O claro raio de luar
Pega na viola pra cantar sua poesia
Quando fora a brisa fria
Vem com ele duetar
Carreiro vai, carreiro vem (Carreiro vai, carreiro vem)
Rodando só pelo sertão
Cantando assim
Carreiro vai, carreiro vem (Carreiro vai, carreiro vem)
Na sua estrada de paixão
Que não tem fim
No vai e vem que o mundo dá
Vai o seu rastro rabiscando pedras e areiões
Dois riscos só deixa no pó
E o orvalho tremulando sobre mil botões
Igual o Sol passa por nós
E a tarde deita no poente para repousar
Solta a boiada de estrelas cintilantes
Ruminando lá distante
Pelos campos do luar
Carreiro vai, carreiro vem (Carreiro vai, carreiro vem)
Rodando só pelo sertão
Cantando assim
Carreiro vai, carreiro vem (Carreiro vai, carreiro vem)
Na sua estrada de paixão
Que não tem fim
Carreiro vai, carreiro vem (Carreiro vai, carreiro vem)
Rodando só pelo sertão
Cantando assim
Carreiro vai, carreiro vem (Carreiro vai, carreiro vem)
Na sua estrada de paixão
Que não tem fim
Carreiro vai, carreiro vem (Carreiro vai, carreiro vem)
Rodando só pelo sertão
Cantando assim
Carreiro vai, carreiro vem (Carreiro vai, carreiro vem)

Vaivén del Carretero

Carretero va, carretero viene
Bordeando selvas, cordilleras
Campos y cimas
En el camino azul de los matorrales
Le acompañan pajaritos
Venidos de los sertones
En su pecho, sé que lleva
Seis bueyes tirando del carro
Triste su corazón
Es la añoranza emparejada
Con el recuerdo
El amor, la esperanza
Desesperación y soledad
Carretero va, carretero viene (Carretero va, carretero viene)
Rodando solo por el sertón
Cantando así
Carretero va, carretero viene (Carretero va, carretero viene)
En su camino de pasión
Que no tiene fin
Carretero va, carretero viene
Para bien lejos del hijito
Que quedó en el hogar
Muy temprano sale, la tarde viene
A recostarse en los brazos de Chiquinha
Siempre a esperarlo
Suelta sus bueyes en el corral
Cuando en el cerro aparece
El claro rayo de luna
Toma la guitarra para cantar su poesía
Cuando afuera la brisa fría
Viene con él a duetear
Carretero va, carretero viene (Carretero va, carretero viene)
Rodando solo por el sertón
Cantando así
Carretero va, carretero viene (Carretero va, carretero viene)
En su camino de pasión
Que no tiene fin
En el vaivén que el mundo da
Va su rastro garabateando piedras y arenales
Dos trazos solo deja en el polvo
Y el rocío temblando sobre mil botones
Igual que el Sol pasa por nosotros
Y la tarde se acuesta en el poniente para descansar
Suelta la manada de estrellas centelleantes
Rumiando allá lejos
Por los campos del claro de luna
Carretero va, carretero viene (Carretero va, carretero viene)
Rodando solo por el sertón
Cantando así
Carretero va, carretero viene (Carretero va, carretero viene)
En su camino de pasión
Que no tiene fin
Carretero va, carretero viene (Carretero va, carretero viene)
Rodando solo por el sertón
Cantando así
Carretero va, carretero viene (Carretero va, carretero viene)
En su camino de pasión
Que no tiene fin
Carretero va, carretero viene (Carretero va, carretero viene)
Rodando solo por el sertón
Cantando así
Carretero va, carretero viene (Carretero va, carretero viene)

Escrita por: Carlos Cezar / Jose Fortuna