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Preludio Hablado

Padre Zezinho

Prelúdio Falado

Afinal de contas, quem somos nós? Homens de um pequeno
Obscuro e insignificante planeta chamado terra, que na
Ciclópica e infinita dimensão do universo, não passa
De um exaltado grão de poeira cósmica

Nascidos não sabemos bem onde, espirrados não sabemos
Bem de que ponto da nebulosa e amarrado pela
Gravidade, a um sistema solar que se dirige, em
Velocidade inconcebível em direção não se sabe de que
Num Universo que não se sabe onde começa nem onde
Termina e que movimentos realmente desenvolve

Afinal de contas, quem somos nós?
Homens civilizados que nem sequer sabemos o que
Realmente houve com as milhares de gerações que nos
Precederam, nem quando tudo começou, nem temos certeza
De onde, como e porque

Quem somos nós que ainda perguntamos sobre nossa
Origem, que ainda discutimos sobre a possibilidade ou
Não de haver outros seres inteligentes em outros
Planetas, que engolimos teorias sobre o depois, o
Antes e o agora

Que temos medo de crianças e até permitimos leis que
As arranquem do ventre materno, que deixamos milhares
De irmãos morrer de fome, enquanto armazenamos
Sextilhões de dólares e rublos em armamentos para
Preservar a paz que, afinal de contas ninguém
Respeita

Que matamos os que poderiam viver, que achamos normal
E justo desperdiçarem lentejoulas, paetês, brilhantes
Pedrarias, festas e construções megalomaníacas
Enquanto nas ruas do mundo passeiam milhões de
Crianças abandonadas e de homens fétidos, esquálidos e
Pútridos

Que discutimos sobre a existência ou não da alma e de
Outra forma de vida depois dessa
Que mal sabemos um milionésimo do segredo do infinito
Da vida, que não sabemos o que se passa depois da
Morte, que vivemos com medo de morrer, que comerciamos
E promovemos como arte o crime e a morte, o ódio, a
Violência e os instintos e a degradação, que temos
Vergonha de dizer que somos bons, e que queremos ser
Bons e que temos fome de felicidade e de paz eterna

Quem somos nós? Terra, planeta terra que tens medo de
Deus. Que corres atrás de milagres fáceis, magias
Bruxas, adivinhos, horóscopos, dinheiro, conforto
Luxo, sucesso, fama, e homens que te conservem
Iludida, prometendo o que não podem prometer
Garantindo o que não podem garantir e alienando teus
Filhos de sua verdadeira identidade

No infinito macrocosmo, cujas dimensões não podem ser
Registradas em papel, tal a sua extensão e o tamanho
Das nebulosas e galáxias que contém, na ciclópica e
Indevassável extensão de Universo que aparentemente se
Expande em ordem incrivelmente precisa, nesses milhões
Bilhões, trilhões ou quadrilhões de anos luz, alguns
Sujeitos que vivem trinta ou sessenta anos e
Ainda não sabem nem de onde vieram, dizem que Deus não
Existe, porque não cabe na sua lógica

Preludio Hablado

Al final del día, ¿quiénes somos? Hombres de un pequeño
Obscuro e insignificante planeta llamado tierra, que en
La ciclópea e infinita dimensión del universo, no es más
Que un exaltado grano de polvo cósmico

Nacidos no sabemos bien dónde, esparcidos no sabemos
Bien desde qué punto de la nebulosa y atados por la
Gravedad, a un sistema solar que se dirige, a
Velocidad inconcebible hacia no se sabe dónde
En un Universo que no sabemos dónde empieza ni dónde
Termina y qué movimientos realmente desarrolla

Al final del día, ¿quiénes somos?
Hombres civilizados que ni siquiera sabemos qué
Realmente ocurrió con las miles de generaciones que nos
Precedieron, ni cuándo todo comenzó, ni tenemos certeza
De dónde, cómo y por qué

¿Quiénes somos que aún preguntamos sobre nuestra
Origen, que aún discutimos sobre la posibilidad o
No de existir otros seres inteligentes en otros
Planetas, que tragamos teorías sobre el después, el
Antes y el ahora

Que tenemos miedo de los niños y hasta permitimos leyes que
Los arranquen del vientre materno, que dejamos morir a miles
De hermanos de hambre, mientras almacenamos
Sextillones de dólares y rublos en armamentos para
Preservar la paz que, al final del día nadie
Respeta

Que matamos a los que podrían vivir, que encontramos normal
Y justo desperdiciar lentejuelas, lentejuelas, brillantes
Pedrería, fiestas y construcciones megalómanas
Mientras en las calles del mundo pasean millones de
Niños abandonados y hombres fétidos, esqueléticos y
Pútridos

Que discutimos sobre la existencia o no del alma y de
Otra forma de vida después de esta
Que apenas sabemos una millonésima parte del secreto del infinito
De la vida, que no sabemos qué sucede después de la
Muerte, que vivimos con miedo a morir, que comerciamos
Y promovemos como arte el crimen y la muerte, el odio, la
Violencia y los instintos y la degradación, que tenemos
Vergüenza de decir que somos buenos, y que queremos ser
Buenos y que tenemos hambre de felicidad y de paz eterna

¿Quiénes somos? Tierra, planeta tierra que tienes miedo de
Dios. Que corres detrás de milagros fáciles, magias
Brujas, adivinos, horóscopos, dinero, confort
Lujo, éxito, fama, y hombres que te mantengan
Ilusionada, prometiendo lo que no pueden prometer
Garantizando lo que no pueden garantizar y alienando a tus
Hijos de su verdadera identidad

En el infinito macrocosmo, cuyas dimensiones no pueden ser
Registradas en papel, tal es su extensión y el tamaño
De las nebulosas y galaxias que contiene, en la ciclópea e
Insondable extensión de Universo que aparentemente se
Expande en un orden increíblemente preciso, en esos millones
Billones, trillones o cuatrillones de años luz, algunos
Sujetos que viven treinta o sesenta años y
Aún no saben de dónde vienen, dicen que Dios no
Existe, porque no encaja en su lógica

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