Sem Perguntar
Sem perguntar, sei de notícias tuas,
Leio em sinais esquecidos por aqui.
Esta distância é um nada que magoa,
Eu não consigo existir sem ti.
Se a tua voz pertence a outra pessoa,
O teu silêncio não lhe pode pertencer.
A paisagem é uma palavra à toa
Que não te disse. Nunca quiseste saber.
Onde estás, que não te vejo
Andas longe no teu vagar,
Procuro apenas no meu desejo,
Apenas em mim te sei encontrar.
Esse adeus continua até hoje
A despedida teve um nome qualquer
Devagar, o tempo foge,
Foge contigo e sou eu que o estou a perder.
Tenho tantos sonhos guardados,
Tenho tantas lembranças de ti,
Recomeço os planos adiados
E começo a imaginar-te aqui.
Sin Preguntar
Sin preguntar, sé de noticias tuyas,
Leo en señales olvidadas por aquí.
Esta distancia es un vacío que duele,
No puedo existir sin ti.
Si tu voz pertenece a otra persona,
Tu silencio no puede pertenecerle.
El paisaje es una palabra sin sentido
Que no te dije. Nunca quisiste saber.
¿Dónde estás, que no te veo?
Andas lejos en tu vagar,
Solo busco en mi deseo,
Solo en mí te sé encontrar.
Ese adiós continúa hasta hoy,
La despedida tuvo un nombre cualquiera.
Poco a poco, el tiempo se escapa,
Se escapa contigo y soy yo quien lo está perdiendo.
Tengo tantos sueños guardados,
Tengo tantos recuerdos de ti,
Reinicio los planes postergados
Y comienzo a imaginarte aquí.