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Era para ella

João Pedro Pais

Foi Por Ela

Foi por ele que amanhã me vou embora
Ontem mesmo hoje e sempre ainda agora
Sempre o mesmo em frente ao mar também me cansa
Diz Madri, Paris, Bruxelas qe me alcança
Em isboa fica o Tejo a ver navios
Dos rossios às guitarras à janela
Foi por ela que eu já danço a valsa em pontas
Que eu passei das minhas contas foi por ela

Foi por ela que eu me enfeito de agasalhos
Em vez daquele manga curta colorida
Se vais sair minha nação dos caeçalhos
Ainda a tiritar de frio acometida
MAs o calor que era dantes também farta
E esvai-se o tropical sentido na lapela
Foi por ela que eu vesti fato e gravata
Que o sol até nem me faz falta foi por ela

Foi por ela que eu passo coisas graves
E passei passando as passas dos Algarves
Com tanto santo milagreiro todo o ano
Foi por milagre que eu até nasci profano
E venho assim como um tritão subindo os rios
Que dão forma como um Deus ao rosto dela
Foi por que el deixei de ser quem era
Sem saber o que me espera foi por ela

Era para ella

Por eso me voy mañana
Ayer incluso hoy y siempre todavía ahora
Siempre lo mismo delante del mar también me aburre
Dice Madrid, París, Bruselas que me llega
En isboa es el Tajo mirando barcos
De rossios a guitarras a ventana
Fue por ella que ya bailé el vals en consejos
Que salí de mis cuentas, era por ella

Ella es la razón por la que me visto con suéteres
En lugar de esa colorida manga corta
Si vas a salir de mi nación de los cazadores
Todavía parpadea fuera del frío afectado
Pero el calor que solía ser también harta
Y desangras el sentido tropical en la solapa
Por eso me puse un traje y una corbata
Que el sol que ni siquiera necesito era para ella

Ella es la que paso por cosas serias
Y pasé más allá de las pasas de los Algarves
Con tantos milagros sagrados todo el año
Fue por milagro que incluso nací impío
Y vengo como un merfolk trepando los ríos
Que da forma a su rostro como un Dios
Por eso dejé de ser quien era
No saber lo que me espera era para ella

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