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Amigo Heleu

Palmeira e Biá

Amigo Heleu

Amigo Heleu, escuta o que te digo
Não pode haver pra mim maior castigo
Do que saber que vives a chorar
Porque a cigana deixou de te amar

Esta mulher que esteve em teu caminho
E que mais tarde não encontre o seu carinho
Também esteve um dia em minha vida
Deixando em mim aberta uma ferida

Não chores não, tu deves esquecer
Ela foi má, não soube te querer
Também a mim tratou-me com doçura
Depois deixou-me num caminho de amargura

Não sei por que eu vim te consolar
E te dizer que deves renunciar
Talvez por que ao ver-te contrafeito
Revive a mágoa que eu trago no meu peito

Não chores não, tu deves esquecer
Ela foi má, não soube te querer
Também a mim tratou-me com doçura
Depois deixou-me num caminho de amargura

Não sei por que eu vim te consolar
E te dizer que deves renunciar
Se ela voltar um dia entre nós dois
Que escolhe a mim e que te deixe pra depois

Amigo Heleu

Amigo Heleu, escucha lo que te digo
No puede haber para mí mayor castigo
Que saber que vives llorando
Porque la gitana dejó de amarte

Esta mujer que estuvo en tu camino
Y que más tarde no encuentre tu cariño
También estuvo un día en mi vida
Dejando en mí abierta una herida

No llores, debes olvidar
Ella fue mala, no supo quererte
También a mí me trató con dulzura
Luego me dejó en un camino de amargura

No sé por qué vine a consolarte
Y decirte que debes renunciar
Tal vez al verte desconsolado
Revive la pena que llevo en mi pecho

No llores, debes olvidar
Ella fue mala, no supo quererte
También a mí me trató con dulzura
Luego me dejó en un camino de amargura

No sé por qué vine a consolarte
Y decirte que debes renunciar
Si ella vuelve un día entre nosotros
Que me elija a mí y te deje para después

Escrita por: Leonel da Cruz / Palmeira