Os jogos de palavras vêm nos enganar
Tudo que é obsceno se torna encoberto
E às vezes camuflado como mérito
Desviando o ingênuo do que é certo
Maratonistas sentados vendo
Tudo é tão instintivo que até eu me rendo
Parece tão fácil
O mundo na palma da mão
Água morna
Fogo trocado por pseudo-iluminação
Se eu não vejo é ilusão
O novo se diz real
Semeia dúvida, improvisa sinal
E me molha com chuva de prazer
O que mais eu poderia querer?
Eu já me acostumei, é difícil fugir
Da facilidade, comodidade, modernidade
Mas na hora de dormir sinto saudade
A falta daquele que me criou
Sem fantasias, só ele tem
O verdadeiro amor