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Instinto

Papisa

Instinto

Do lado que resiste, é inútil esconder
Não tem coroa de espinho que te dê prazer
Nem bem nem mal existem, só um caminho pra escolher
Um mundo tão maniqueísta não vai perceber
Tudo por um fio, solto e vazio

A tua memória assiste
Tudo que acontece do lado de cá
Desenho que era pó de giz
Te chama pra dançar

Tempo, imagem espiral
Sem início ou final
Anuncia o que eu vejo
Nada nessa vida é muito real
Então eu posso ser natural
Aliada do desejo

No teu legítimo dilema
Sente o chão e chama teu lobo guará
Ce já tá fora do esquema
Não vai se culpar
Parada em frente do abismo
A sorte não aponta a direção
A morte não é fatalismo
É ponto de vazão
Quando cruza o rio

Tempo, imagem espiral
Sem início ou final
Anuncia o que eu vejo
Nada nessa vida é muito real
Então eu posso ser natural
Escutar meu desejo e dizer
Eu amo você

Instinto

Del lado que resiste, es inútil esconder
No hay corona de espinas que te dé placer
Ni bien ni mal existen, solo un camino por elegir
Un mundo tan maniqueísta no va a entender
Todo por un hilo, suelto y vacío

Tu memoria observa
Todo lo que sucede del lado de acá
Dibujo que era polvo de tiza
Te llama a bailar

Tiempo, imagen espiral
Sin inicio ni final
Anuncia lo que veo
Nada en esta vida es muy real
Así que puedo ser natural
Aliada del deseo

En tu legítimo dilema
Siente el suelo y llama a tu lobo guará
Ya estás fuera del esquema
No te culparás
Parada frente al abismo
La suerte no señala la dirección
La muerte no es fatalismo
Es punto de salida
Cuando cruza el río

Tiempo, imagen espiral
Sin inicio ni final
Anuncia lo que veo
Nada en esta vida es muy real
Así que puedo ser natural
Escuchar mi deseo y decir
Te amo

Escrita por: Rita Oliva