Banquete
Sirvo a minha mão nesse banquete
E ofereço pro jantar
Deixo a minha luva no tapete
Ponho outra em seu lugar
Visto um terno novo sem colete
Que roubei do meu irmão
Como um astronauta sem foguete
Que procura pelo chão
Peço ao homem velho pra contar
Sobre o filho que partiu
Abro bem a boca pra falar
Nem que seja um assovio
Choro sem vontade de chorar
Minto sobre o que mentiu
Deixo o corpo todo balançar
E subo logo no navio
Vou contando até cem
Vou contando até mil
Esperando por quem?
Quem morreu, ninguém viu?
Fiesta
Sirvo a mi mano en este festín
Y lo ofrezco para cenar
Dejo mi guante en la alfombra
Pongo otro en su lugar
Visto un traje nuevo sin chaleco
Que robé de mi hermano
Como un astronauta sin cohete
Que busca por el suelo
Pido al hombre viejo que cuente
Sobre el hijo que se fue
Abro bien la boca para hablar
Aunque sea un silbido
Lloro sin ganas de llorar
Miento sobre lo que mintió
Dejo que todo mi cuerpo se balancee
Y subo rápidamente al barco
Voy contando hasta cien
Voy contando hasta mil
¿Esperando por quién?
¿Quién murió y nadie vio?
Escrita por: Rodrigo Campos / Romulo Froes