Falso Moralista
Marçal, mete lá
Você, Juquinha
Agora você, Elton
E agora você, Dazinho
Tudo isso pra cantar um samba do Nelson Sargento
Você condena o que a moçada anda fazendo
E não aceita o teatro de revista
Arte moderna pra você não vale nada
Até vedete você diz não ser artista
Você se julga muito bom e até perfeito
Por qualquer coisa deita logo falação
Mas eu conheço bem os seus defeitos
E não vou fazer segredo, não
Você é visto toda sexta no Joá... Ah, no Joá
E não é só no carnaval que vai pros bailes se acabar
Fim de semana, você deixa a companheira
E, no bar com os amigos, bebe bem a noite inteira
Segunda-feira, chega na repartição
Pede dispensa para ir ao oculista
E vai curar sua ressaca simplesmente, meu amigo
Você não passa de um falso moralista
Você não passa de um falso moralista
Você não passa de um falso moralista
Você não passa de um falso moralista
Falso Moralista
Marçal, métete ahí
Tú, Juquinha
Ahora tú, Elton
Y ahora tú, Dazinho
Todo esto para cantar un samba de Nelson Sargento
Condenas lo que la juventud está haciendo
Y no aceptas el teatro de revista
El arte moderno para ti no vale nada
Incluso a una vedette no la consideras artista
Te consideras muy bueno e incluso perfecto
Por cualquier cosa empiezas a hablar
Pero conozco bien tus defectos
Y no voy a guardar silencio
Te ven todos los viernes en Joá... Ah, en Joá
Y no solo en carnaval vas a bailar
Los fines de semana, dejas a tu compañera
Y en el bar con tus amigos, bebes toda la noche
Llega el lunes, vas a la oficina
Pides permiso para ir al oftalmólogo
Y vas a curar tu resaca simplemente, amigo mío
No eres más que un falso moralista
No eres más que un falso moralista
No eres más que un falso moralista
No eres más que un falso moralista
Escrita por: Nelson Sargento