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Ciudad sumergida

Paulinho da Viola

Cidade Submersa

Ergo em silêncio
Como um pirata perdido
Minha negra bandeira e me sento
Mexo e remexo e me perco e adormeço
Nas ruínas da cidade submersa
Sonhando um mar que não conheço
Como não conheço as ondas do meu coração

Restaram que nem cinzas
Cicatrizes que tentei cobrir ainda com pudor
Na memória, tantas vagas
Que nem posso repetir ou explicar
Se me doeu, azar
Não quero saber de nada

Ciudad sumergida

Ergo en silencio
Como un pirata perdido
Mi bandera negra y me siento
Me muevo y me muevo y me pierdo y me quedo dormido
En las ruinas de la ciudad hundida
Soñar con un mar que no conozco
Como no conozco las olas de mi corazón

No quedaron ni las cenizas
Cicatrices que todavía intenté cubrir con vergüenza
En la memoria tantas vacantes
Que ni siquiera puedo repetir o explicar
Si me duele, mala suerte
no quiero saber nada

Escrita por: Paulinho da Viola