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Lluvia

Paulinho da Viola

Chuva

Começou bem cedo aquela chuva
Sem fazer ruído e me roendo
Como se saudasse
O inverno no meu coração
Como se soubesse
O quanto eu estava sofrendo

Suportei na hora meu maior tormento
Até silenciar com resignação
Esperando o sol que não apareceu
Enxugando os prantos da desilusão

Chuva
Pode cair à vontade
Hoje eu não sinto saudade
A solidão terminou
São apenas lembranças de um tempo
Tão distante
Trazidas pela nostalgia
Que nesta manhã
Você me despertou

Lluvia

Comenzó temprano esa lluvia
Sin hacer ruido y carcomiéndome
Como si saludara
El invierno en mi corazón
Como si supiera
Cuánto estaba sufriendo

Soporté en ese momento mi mayor tormento
Hasta callar con resignación
Esperando al sol que no apareció
Secando las lágrimas de la desilusión

Lluvia
Puede caer a gusto
Hoy no siento nostalgia
La soledad terminó
Son solo recuerdos de un tiempo
Tan lejano
Traídos por la nostalgia
Que esta mañana
Tú despertaste en mí

Escrita por: Devel, Pedro Camargo, Paulinho da Viola