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Filosofía

Paulinho da Viola

Filosofia

O mundo me condena
E ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber
Se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome

Mas a filosofia
Hoje me auxilia
A viver indiferente assim
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Para ninguém zombar de mim

Não me incomodo que você me diga
Que a sociedade
É minha inimiga
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba
Muito embora vagabundo

Quanto a você da aristocracia
Que tem dinheiro
Mas não compra alegria
Há de viver eternamente
Sendo escrava desta gente
Que cultiva hipocrisia

O mundo me condena
E ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber
Se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome

Laraiá, raiá
Lá, laraiá, raiá
Lá, laraiá, raiá, lá
Laraiá, raiá, lá

Filosofía

El mundo me condena
Y nadie tiene compasión
Siempre hablando mal de mi nombre
Sin importar si moriré de sed
O si moriré de hambre

Pero la filosofía
Hoy me ayuda
A vivir indiferente así
En esta disposición interminable
Fingiendo ser rico
Para que nadie se burle de mí

No me importa que me digas
Que la sociedad
Es mi enemiga
Pues cantando en este mundo
Vivo esclavo de mi samba
Aunque sea vagabundo

En cuanto a ti de la aristocracia
Que tienes dinero
Pero no compras alegría
Deberás vivir eternamente
Siendo esclavo de esta gente
Que cultiva hipocresía

El mundo me condena
Y nadie tiene compasión
Siempre hablando mal de mi nombre
Sin importar si moriré de sed
O si moriré de hambre

Laraiá, raiá
Allá, laraiá, raiá
Allá, laraiá, raiá, allá
Laraiá, raiá, allá

Escrita por: Noel Rosa / Andre Filho