Quente
E se eu colher a flor do seu sorriso
Transformo essa secura e essas cigarras
Em umidade quente, quente, quente, quente
Como a gente,
No meio dessa gente indiferente
E se eu tirar o véu da tua alma
Eu rompo a fronteira entre esse lago
E essa cidade quente, quente, quente, quente
Como nós
No meio dessa triste úrbis sem voz
E se eu provar do meu da tua boca
Será a sensação de erva ou pó
Ou qualquer coisa quente, quente, quente, quente
Como um beijo
De um fauno ardendo em febre de desejo
E se eu sugar seus dentes com volúpia
Convenço-te da inutilidade
Desse poema quente, quente, quente, quente
Ao falar-te:
SÂO TEUS O MEU AMOR E A MINHA ARTE!
Caliente
Y si recojo la flor de tu sonrisa
Transformo esta sequedad y estas cigarras
En humedad caliente, caliente, caliente, caliente
Como nosotros,
En medio de esta gente indiferente
Y si quito el velo de tu alma
Rompo la frontera entre este lago
Y esta ciudad caliente, caliente, caliente, caliente
Como nosotros
En medio de esta triste urbe sin voz
Y si pruebo de mi de tu boca
Será la sensación de hierba o polvo
O cualquier cosa caliente, caliente, caliente, caliente
Como un beso
De un fauno ardiendo en fiebre de deseo
Y si succiono tus dientes con lujuria
Te convenzo de la inutilidad
De este poema caliente, caliente, caliente, caliente
Al hablarte:
¡SON TUYOS MI AMOR Y MI ARTE!
Escrita por: Máximo Mansur / Paulinho Dagomé