Cinzas
Álgida saudade me maltrata desta ingrata
Que não me sai do pensamento
Cesse o meu tormento, tréguas à minha dor
Ressaibos do meu triste amor
Atro é o meu grande martírio
Das sevícias tenho n'alma a cicatriz
Deus, tem compaixão deste infeliz
Mata meus ais...Por que sofrer assim
Se ela não volta mais?
Esse pobre amor que um dia floreceu
Como todo amor que é sem vigor, morreu
Ai, mas eu não posso esquecê-la não
A saudade é enorme no meu coração
Versos que a pujança desse amor cantei
Lira de poeta que a sonhar vibrei
Cinzas, tudo cinzas eu vejo enfim
Desta saudade enorme que reside em mim
Morto ao dissabor do esquecimento
Num momento ebanizado da paixão
Está um coração que muitas dores padeceu
Um pobre coração que é o meu
Dentro de minh'alma que se aflige
Tem um esfinge emoldurando muitas fráguas
Deus porque razão que as minhas mágoas,
A minha dor não fogem de minh'alma
Como fugiu o a...mor
Ashes
Chilly longing mistreats me from this ungrateful
That doesn't leave my mind
Cease my torment, truce to my pain
Residue of my sad love
Harsh is my great torment
I have the scars of suffering in my soul
God, have compassion on this wretch
Kill my sorrows... Why suffer like this
If she doesn't return?
This poor love that once flourished
Like all love that is weak, died
Oh, but I can't forget her, no
The longing is enormous in my heart
Verses that the strength of this love I sang
Lyre of a poet that I vibrated dreaming
Ashes, all ashes I see at last
Of this enormous longing that resides in me
Dead to the bitterness of forgetfulness
In an ebony moment of passion
There is a heart that suffered many pains
A poor heart that is mine
Inside my troubled soul
There is a sphinx framing many frailties
God for what reason my sorrows,
My pain don't flee from my soul
Like love fled
Escrita por: Cândido das Neves