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Cuento de Bestias

Paulinho Natureza

Conto de Feras

Ratazanas imundas, sacis amarelos, duendes,
Bruxas de contos de feras, inchadas, doentes,
Saiam e abandonem para sempre a minha vida,
Voando me esqueçam, procurem uma bala perdida,

Caiam num abismo profundo ou numa areia movediça,
Nas profundezas do inferno ardam em fogo e cobiça
Vão de encontro a uma legião de demônios fugidos
Gritem impropérios e lamentações em seus próprios ouvidos

Caiam doentes terminais e, ardendo em febre alta e calafrios,
Mirem-se em espelhos quebrados com seus crânios vazios
Chorem sua desventura e corram ao encontro da morte,
Soterrados embaixo de toneladas de gelo no pólo norte.

Cuento de Bestias

Ratas inmundas, duendes amarillos, duendes,
Brujas de cuentos de bestias, hinchadas, enfermas,
Salgan y abandonen para siempre mi vida,
Volando olvídenme, busquen una bala perdida,

Caigan en un abismo profundo o en arenas movedizas,
En las profundidades del infierno ardan en fuego y codicia,
Vayan al encuentro de una legión de demonios fugitivos,
Griten improperios y lamentos en sus propios oídos,

Caigan enfermos terminales y, ardiendo en fiebre alta y escalofríos,
Mírense en espejos rotos con sus cráneos vacíos,
Lloren su desventura y corran al encuentro de la muerte,
Sepultados bajo toneladas de hielo en el polo norte.

Escrita por: Edeilton Santos / Paulinho Natureza