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Parque da Água Branca

Paulinho Nogueira

Esse bosque tão amigo
Pedaço de São Paulo antigo
Na saída pro interior
É um pouco de poesia
Na luta do dia a dia
Em busca de paz e calor

Em meio a tanta beleza
As cores da natureza
E o canto livre dos pardais
Jovens casais namorados
Arriscam carinhos ousados
À sombra dos pinherais

No Parque da Água Branca
A esperança que a gente traz
Na flor que não se arranca
Na árvore mansa deixada em paz

Entre as lembranças que eu trago
Os chorões à beira do lago
O pombal, o campo, o jardim
Eu lendo jornal na calçada
E o riso da criançada
Brincando ali perto de mim

Mas num dia de Sol quente
Olhando os prédios em frente
E a cidade doida a crescer
Pensei na calma de outrora
E nessa loucura de agora
Um dia, como há de ser?

No Parque da Água Branca
A esperança que a gente traz
Na flor que não se arranca
Na árvore mansa deixada em paz

Escrita por: Paulinho Nogueira