Desafogo
Enquanto a garganta
Suportar meu canto
Eu cantarei
Não por ser cigarra
Pra sobreviver
Eu cantarei
Minhas veias
Sangue das candeias
Quanto mais queimar
Mais hei de cantar
Pra desafogar
Por saber que o grito
Ninguém calará
Eu gritarei
E há de ser bonito
Se você cantar
Como eu cantei
Lá lá lá lá lá……
Pelas ruas
Por toda a cidade
Há de se espalhar
Feito um rio mar
A se libertar
Desahogo
Mientras mi garganta
Aguante mi canto
Cantaré
No por ser cigarra
Para sobrevivir
Cantaré
Mis venas
Sangre de las candelas
Cuanto más arda
Más cantaré
Para desahogar
Por saber que el grito
Nadie callará
Gritaré
Y será hermoso
Si tú cantas
Como yo canté
La la la la la……
Por las calles
Por toda la ciudad
Habrá de esparcirse
Como un río mar
Para liberarse
Escrita por: Antonio Adolfo / Paulinho Tapajós