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Abismo

Paulo André Barata

Abismo

Sinto murchar
O buquê de ilusões que eu te dei
Tanto abismo cavei sem querer
Para o nosso amor, eu bem sei

Em meu batom
Tua beleza que o pranto desfaz
E esse espelho duplica e refaz
Teu olhar doendo

O teu penar
Vem das penas que apenas tu vês
Mas meu bem, dessas penas de amar
Minha pena teus versos fez

Posso entender
Se cravei tanto espinho em teu ser
Não permita que o adeus venha arder
Na fogueira do amor

Abismo

Siento marchitar
El ramo de ilusiones que te di
Tanto abismo cavé sin querer
Para nuestro amor, bien lo sé

En mi labial
Tu belleza que las lágrimas deshacen
Y este espejo duplica y rehace
Tu mirada dolorida

Tu sufrimiento
Viene de las penas que solo tú ves
Pero cariño, de esas penas de amar
Mi pena hizo tus versos

Puedo entender
Si clavé tantas espinas en tu ser
No permitas que el adiós venga a arder
En la hoguera del amor

Escrita por: Paes Loureiro / Paulo André Barata