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Insomnio

Paulo Araújo

Insônia

Um ato postimeiro, um desaprumo
Enleio de buscar pouca migalha
Da alma, espremido todo sumo
Moinhos pelos campos de batalha

O sentimento visto como insumo
A dor de se negar o desapego
De amor me desespero, me consumo
Machuco, insisto, não me dou sossego

Perdão
Minha flor mais delicada
Perdão
A história mal contada
Eu sei
Não se constrói assim
Perdão
Amor de folhetim

Orquídea se desmonta no jardim
Motim, fazem meus olhos de vergonha
Medonha, essa sensação ruim
No fim a cama enorme e a insônia

Insomnio

Un acto postergado, un desajuste
Enredado en buscar migajas escasas
Del alma, exprimiendo todo jugo
Molinos por los campos de batalla

El sentimiento visto como insumo
El dolor de negarse al desapego
Por amor me desespero, me consumo
Me lastimo, insisto, no me doy reposo

Perdón
Mi flor más delicada
Perdón
La historia mal contada
Yo sé
No se construye así
Perdón
Amor de culebrón

La orquídea se desmonta en el jardín
Motín, hacen mis ojos de vergüenza
Espantosa, esta sensación mala
Al final la cama enorme y el insomnio

Escrita por: Paulo Araujo