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Plaza de la Bandera

Paulo Domingues

Praça da Bandeira

Com garras de leão de rua
E causas de um robotizado
Eu tentei ser eu e discuto bem
Fico de pé
E faço até
Carinhos e ações de fé
Tal qual
Um modelo autoláctico a mil de coração
Um cabreiro animal que fugiu do tororó

É que da Praça da Bandeira eu via o sol
Uma felina, uma menina me chamou de sua em plena rua
E sem repente eu corri pro acordeon

Pra disfarçar minha aparência de criança
Me desfazer daqueles cachos de uva sem caroço
Pus no rosto uma aflição tão normal como já vem
E vem e vai
E vai e vem
Eu tentei ser eu

Plaza de la Bandera

Con garras de león de la calle
Y causas de un robotizado
Intenté ser yo y discuto bien
Permanezco de pie
Y hago incluso
Caricias y acciones de fe
Igual
A un modelo autoláctico a mil de corazón
Un animal asustado que huyó del tororó

Es que desde la Plaza de la Bandera veía el sol
Una felina, una niña me llamó suyo en plena calle
Y de repente corrí hacia el acordeón

Para disfrazar mi apariencia de niño
Desprenderme de esos rizos de uva sin pepitas
Puse en mi rostro una aflicción tan normal como ya viene
Y va y viene
Intenté ser yo

Escrita por: Paulo Domingues