Zé Inácio
Zé Inácio, pega fácil, capina na esquina do mundo
Dá o coro, Zé cabaret pega a estrada
Vende haxixe e cocaína que a Odalina paga
Odalina tão menina trabalha na esquina da rua
Vende o corpo, quando cai cala seu choro
Ao gemer sufoca um grito, ai se é aqui que eu morro
Ai se é aqui que eu fico, ai se é aqui que eu morro
Ai se é aqui que eu fico
O Zé saiu da lavoura foi procurar outra esquina
Deu de cara com a esperança do amor dessa menina
O Zé disse meu amor que queres para trocar
O andar de cama em cama, braço em braço
Pelo meu lar
E gemeu do seu gemer e beijou do seu beijar
E a linda Odalina já amava só de amar
Por querer calou seu choro, por prazer falou seu grito
Ai que eu aqui não morro ai que eu aqui não fico
Ai que eu aqui não morro ai que eu aqui não fico
Zé Inácio
Zé Inácio, greift leicht zu, jätet an der Ecke der Welt
Gibt den Takt an, Zé Cabaret nimmt die Straße
Verkauft Haschisch und Kokain, das bezahlt die Odalina
Odalina, so jung, arbeitet an der Straßenecke
Verkauft ihren Körper, wenn sie fällt, verstummt ihr Weinen
Beim Stöhnen erstickt ein Schrei, ach, wenn ich hier sterbe
Ach, wenn ich hier bleibe, ach, wenn ich hier sterbe
Ach, wenn ich hier bleibe
Zé kam von der Landwirtschaft, suchte eine andere Ecke
Stieß auf die Hoffnung der Liebe dieses Mädchens
Zé sagte: Mein Schatz, was willst du zum Tausch?
Vom Bett zum Bett, von Arm zu Arm
Für mein Zuhause
Und er stöhnte von seinem Stöhnen und küsste von seinem Küssen
Und die schöne Odalina liebte schon nur durch die Liebe
Um ihr Weinen zu dämpfen, sprach sie ihren Schrei aus
Ach, ich sterbe hier nicht, ach, ich bleibe hier nicht
Ach, ich sterbe hier nicht, ach, ich bleibe hier nicht