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O Véu Foi Rasgado

Paulo José Bezerra

O véu se rasgou, a espera findou
A jornada no vale cessou
Não há mais o pranto, nem noite, nem dor
Pois brilha o Sol do senhor
As vestes de linho, tão alvas e puras
Justiça que ele nos deu
A noiva ataviada eleva o olhar
Para o rei que enfim conheceu

Santo, santo é o cordeiro
Que venceu e o livro abriu
Honra e glória, domínio eterno
Àquele que nos redimiu
As bodas chegaram, a mesa está posta
A igreja contempla o seu rosto
Num coro de anjos e de redimidos
Adoramos o Cristo entronizado

O mar de cristal reflete o esplendor
Da glória que emana do trono
As coroas lançamos aos pés do autor
Do nosso perfeito abandono
Não há mais ausência, não há mais distância
Unidos em um só pulsar
O amado da alma, o verbo da vida
Veio para sempre conosco habitar

Santo, santo é o cordeiro
Que venceu e o livro abriu
Honra e glória, domínio eterno
Àquele que nos redimiu
As bodas chegaram, a mesa está posta
A igreja contempla o seu rosto
Num coro de anjos e de redimidos
Adoramos o Cristo entronizado

Aleluia, pois reina o senhor nosso Deus
O todo-poderoso triunfou
Regozijemo-nos e demos-lhe glória
Pois a hora do cordeiro chegou
Aleluia, aleluia
O espírito e a noiva dizem: Vem

Santo, santo é o cordeiro
Que venceu e o livro abriu
Honra e glória, domínio eterno
Àquele que nos redimiu
As bodas chegaram, a mesa está posta
A igreja contempla o seu rosto
Num coro de anjos e de redimidos
Adoramos o Cristo entronizado

Escrita por: Paulo José Bezerra