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Recife, Ciudad Legendaria

Paulo Molin

Recife, Cidade Lendária

Eu ando pelo Recife, noites sem fim
percorro bairros distantes sempre a escutar
Luanda, Luanda onde estás
É a alma de prêto a penar

Recife, cidade lendária
de prêtas de engenho cheirando a banguê
Recife de velhos sobrados
compridos, escuros
faz gosto se vê

Recife teus lindos jardins
recebem a brisa que vem do alto mar
Recife, teu céu tão bonito
tem noites de lua pra gente cantar

Recife de cantandores
vivendo da glória em pleno terreiro
Recife dos maracatús
dos tempos distante de Pedro I

Responde ao que vou perguntar
que é feito de teus lampiões
Onde outrora os boêmios cantavam
suas lindas canções.

Recife, Ciudad Legendaria

Yo camino por Recife, noches sin fin
recorro barrios distantes siempre escuchando
Luanda, Luanda dónde estás
Es el alma de negro penando

Recife, ciudad legendaria
de negras de ingenio oliendo a bangué
Recife de viejas casonas
largas, oscuras
da gusto ver

Recife tus hermosos jardines
reciben la brisa que viene del alto mar
Recife, tu cielo tan bonito
tiene noches de luna para cantar

Recife de cantantes
disfrutando de la gloria en pleno patio
Recife de los maracatús
de tiempos lejanos de Pedro I

Responde a lo que voy a preguntar
¿qué ha sido de tus faroles?
Donde antes los bohemios cantaban
sus hermosas canciones.

Escrita por: Paulo Molin