Aquecimento Global
Tanta chuva no sertão
E no sul, secam os rios;
Já não tem mais estação!
Primavera, outono, inverno
E verão no mesmo dia.
É o tucho de fumaça
Que essa chaminé cuspia.
Adoece tanta gente
Enquanto alguém enriquecia.
Ah! Aquecimento Global.
Deus do céu, mas como isso faz mal!
Branca asa do roçado,
Fugia e nunca mais voltava.
E o sofrer do sertanejo,
Que da chuva precisava,
E não queria ver debaixo de mar todo o cerrado.
Pra atender a tantas preces,
Choveu tudo de uma vez.
Culpa do desmatamento
E as queimadas que alguém fez.
Ah! Aquecimento Global.
Deus do céu, mas como isso faz mal!
Globale Erwärmung
So viel Regen im Hinterland
Und im Süden trocknen die Flüsse aus;
Es gibt keine Jahreszeiten mehr!
Frühling, Herbst, Winter
Und Sommer am selben Tag.
Es ist der Rauch,
Den dieser Schornstein ausspuckt.
So viele Menschen werden krank,
Während jemand sich bereichert.
Ach! Globale Erwärmung.
Gott im Himmel, wie schädlich das ist!
Die weiße Flügel des Feldes,
Flüchtete und kam nie zurück.
Und das Leiden der Menschen hier,
Die auf den Regen angewiesen sind,
Wollten nicht sehen, wie das ganze Land unter Wasser steht.
Um all die Gebete zu erhören,
Regnete es alles auf einmal.
Schuld ist der Abholzung
Und den Bränden, die jemand gelegt hat.
Ach! Globale Erwärmung.
Gott im Himmel, wie schädlich das ist!
Escrita por: P. Barros / Valdir Do Kariri