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Polvo Rojo

Padre Fábio De Melo

Poeira Vermelha

O carro de boi lá vai gemendo lá no estradão
Suas grandes rodas fazendo profundas marcas no chão
Vai levantando poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão

Olha seu moço a boiada, em busca do ribeirão
Vai mugindo , vai ruminando, cabeças em confusão
Vai levantando poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão


Olha só o boiadeiro montado em seu alazão
Conduzindo toda a boiada com seu berrante na mão
Seu rosto é só poeira , poeira vermelha, poeira

Poeira do meu sertão

Barulho de trovoada coriscos em profusão
A chuva caindo em cascata na terra fofa do chão
Virando em lama poeira poeira vermelha,poeira
Poeira do meu sertão

Poeira entra em meus olhos, não fico zangado não
Pois sei que quando eu morrer meu corpo vai para o chão
Se transformar em poeira, poeira vermelha, poeira

Poeira do meu sertão, poeira do meu sertão, poeira Poeira do meu sertão

Polvo Rojo

El carro de bueyes va gemiendo por el camino
Sus grandes ruedas dejando profundas marcas en el suelo
Levanta polvo, polvo rojo, polvo
Polvo de mi tierra

Mira, señor, el ganado, buscando el arroyo
Va mugiendo, va rumiando, cabezas en confusión
Levanta polvo, polvo rojo, polvo
Polvo de mi tierra

Mira al vaquero montado en su corcel
Guiando todo el ganado con su cuerno en la mano
Su rostro es solo polvo, polvo rojo, polvo
Polvo de mi tierra

Ruido de truenos, relámpagos en abundancia
La lluvia cayendo en cascada en la tierra suave
Convirtiendo en barro el polvo, polvo rojo, polvo
Polvo de mi tierra

El polvo entra en mis ojos, no me enojo
Porque sé que cuando muera, mi cuerpo irá al suelo
Se transformará en polvo, polvo rojo, polvo
Polvo de mi tierra, polvo de mi tierra, polvo
Polvo de mi tierra

Escrita por: Luíz Bonan / Serafim Colombo Gomes