Berrante da Saudade
Quanta saudade de um berrante repicando
Amadrinhando uma boiada no estradão
Ver a poeira formar nuvens no espaço
Sentir cansaço do troteio de um pagão
Sentir o gosto da comida boiadeira
A costumeira carne seca no feijão
Levar a vida sem paredes, sem telhado
Tocando o gado nas estradas do sertão
Ê boi, ê boi
Toque o berrante boiadeiro
Ê boi!
Na despedida uma cabocla na janela
Coisa tão bela igual à flor no amanhecer
Lá bem distante conversar com a saudade
Sentir vontade de voltar para lhe ver
Tingir a roupa com poeira da estrada
Lá na pousada ouvir o gado remoer
Armar a rede nos esteios do galpão
Na escuridão se balançando, adormecer
Ê boi, ê boi
Toque o berrante boiadeiro
Ê boi!
Fui boiadeiro por gostar da profissão
O estradão foi o meu mundo colorido
Cada viagem uma história pra contar
A cavalgar pelos rincões desconhecidos
Sem comitiva, sem berrante, sem boiada
Por outra estrada solitário agora eu sigo
Não sei aonde colocar tanta saudade
Felicidade já não vive mais comigo
Ê boi, ê boi
Toque o berrante boiadeiro
Ê boi!
Cuerno de la Nostalgia
Cuánta nostalgia de un cuerno sonando
Acompañando un ganado en el camino
Ver el polvo formar nubes en el aire
Sentir el cansancio del trote de un pagano
Sentir el sabor de la comida de vaquero
La habitual carne seca en el frijol
Llevar la vida sin paredes, sin techo
Guiando el ganado por las rutas del llano
¡Eh, toro, eh, toro!
Toca el cuerno vaquero
¡Eh, toro!
En la despedida una mestiza en la ventana
Cosa tan bella como una flor al amanecer
Allá a lo lejos conversar con la nostalgia
Sentir ganas de volver para verte
Teñir la ropa con polvo del camino
Allá en la posada escuchar al ganado rumiar
Colgar la hamaca en los postes del galpón
En la oscuridad meciéndome, dormir
¡Eh, toro, eh, toro!
Toca el cuerno vaquero
¡Eh, toro!
Fui vaquero por amar la profesión
El camino fue mi mundo colorido
Cada viaje una historia por contar
Cabalgando por rincones desconocidos
Sin comitiva, sin cuerno, sin ganado
Por otro camino solitario ahora sigo
No sé dónde poner tanta nostalgia
La felicidad ya no vive más conmigo
¡Eh, toro, eh, toro!
Toca el cuerno vaquero
¡Eh, toro!
Escrita por: Peao Carreiro / J. Dos Santos