Flor da Lama
Venho agora dizer adeus aos meus amigos
Eu já não posso mais viver neste lugar
Porque a mulher que viveu sempre comigo
Manchou meu nome e na lama foi morar
O nosso lar que era um ninho de amor
Hoje é um recanto que só existe a solidão
E na lama nasceu uma nova flor
Para enfeitar aquele ambiente da perdição
E sozinho no silêncio do meu quarto
Quantas noites amanheço acordado
Sempre olhando na parede o seu retrato
Recordando quando estava ao meu lado
Sinto a mágoa destruir minha existência
Tenho vergonha de saber aonde ela mora
E não podendo suportar a sua ausência
Soluçando de saudade eu vou embora
Tarde da noite quando se apaga a luz da Lua
E os boêmios passam em frente a minha janela
Sobre meu leito sozinho escuto uma voz na rua
Que vem passando e vem falando o nome dela
Flor de barro
Ahora vengo a despedirme de mis amigos
Ya no puedo vivir en este lugar
Porque la mujer que siempre vivió conmigo
Manché mi nombre y me fui a vivir al barro
Nuestra casa que era un nido de amor
Hoy es un rincón donde solo existe la soledad
Y en el barro nació una nueva flor
Para decorar ese ambiente de perdición
Y solo en el silencio de mi cuarto
Cuantas noches me despierto
Siempre mirando tu retrato en la pared
Recordando cuando estabas a mi lado
Siento que el dolor destruye mi existencia
Me da vergüenza saber dónde vive
Y no poder soportar su ausencia
Sollozando con anhelo, me iré
Tarde en la noche cuando se apaga la luz de la luna
Y los bohemios pasan por mi ventana
Solo en mi cama escucho una voz en la calle
¿Quién ha estado pasando y diciendo su nombre?
Escrita por: Paiozinho e Benedito Seviero