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El jardín del silencio

Pedro Mariano

O jardim do silêncio

Um automóvel segue cego
Pela estrada iluminada de sol
E o homem que está ao volante
Nem olha pra trás...
Aperta os olhos
Solta a fumaça e pensa:


Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe


Esse automóvel surge surdo
Pelo caminho abafado de som
E a mulher que escreve um poema
No banco de trás
Aperta os olhos
Solta a fumaça e pensa:


Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe


A velocidade que emociona
É a mesma que mata
O sorriso antigo agora
É lágrima barata
A vida não pede licença
E muito menos desculpa
O perdão é que possibilita
O nascimento da culpa

E assim
Viajando pelo mundo sem fim
O silêncio planta seu jardim


Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe

El jardín del silencio

Un auto avanza ciego
Por la carretera iluminada por el sol
Y el hombre que está al volante
Ni siquiera mira hacia atrás...
Aprieta los ojos
Suelta el humo y piensa:

Todo se compone y se descompone
Todo se compone y se descompone
Todo se compone y se descompone
Todo se compone y se descompone

Este auto aparece sordo
Por el camino ensordecido por el sonido
Y la mujer que escribe un poema
En el asiento trasero
Aprieta los ojos
Suelta el humo y piensa:

Todo se compone y se descompone
Todo se compone y se descompone
Todo se compone y se descompone
Todo se compone y se descompone

La velocidad que emociona
Es la misma que mata
La sonrisa antigua ahora
Es lágrima barata
La vida no pide permiso
Y mucho menos disculpas
Es el perdón el que posibilita
El nacimiento de la culpa

Y así
Viajando por el mundo sin fin
El silencio siembra su jardín

Todo se compone y se descompone
Todo se compone y se descompone
Todo se compone y se descompone
Todo se compone y se descompone

Escrita por: Paulinho Moska