Bandos
Eu abro a porta do meu quarto
Mas eu não vejo ninguém
Vejo um mundo indiferente
Sociedade condizente
Com regras que não lhe convém
Eu abro a porta do meu quarto
Mas eu não vejo ninguém
Eu ando em cima do muro
Sem cair pra nenhum lado
Eu tenho medo de escolher
Pra depois perceber
Que tá tudo errado
Eu ando em cima do muro
Sem cair pra nenhum lado
Mas às vezes eu me pego pensando
Sobre aqueles que andam em bandos
Eu já nem sei por que isso é assim
Eu já nem sei se eu tenho um bando pra mim
Lá de cima da montanha
De onde dá pra ver o mundo
Eu enxergo muita gente
Vivendo vidas deprimentes
E miséria acima de tudo
Lá de cima da montanha
De onde dá pra ver o mundo
E nós ficamos mudos
Mas às vezes eu me pego pensando
Sobre aqueles que andam em bandos
Eu já nem sei por que isso é assim
Eu já nem sei se eu tenho um bando pra mim
Bandos de seres humanos, movidos por planos
Vivendo com danos e materiais
Bandos de seres humanos, movidos por planos
Mas anos após ano as coisas são iguais
E às vezes eu me pego pensando
Sobre aqueles que caminham em bandos
Eu já nem sei por que isso é assim
Eu já nem sei mais se eu quero um bando pra mim
Bandos
Abro la puerta de mi habitación
Pero no veo a nadie
Veo un mundo indiferente
Sociedad acorde
Con reglas que no le convienen
Abro la puerta de mi habitación
Pero no veo a nadie
Ando en la cuerda floja
Sin caer hacia ningún lado
Tengo miedo de elegir
Para luego darme cuenta
Que todo está mal
Ando en la cuerda floja
Sin caer hacia ningún lado
Pero a veces me encuentro pensando
En aquellos que van en bandos
Ya ni sé por qué es así
Ya ni sé si tengo un bando para mí
Desde lo alto de la montaña
Desde donde se ve el mundo
Veo mucha gente
Viviendo vidas deprimentes
Y miseria por sobre todo
Desde lo alto de la montaña
Desde donde se ve el mundo
Y nosotros nos quedamos mudos
Pero a veces me encuentro pensando
En aquellos que van en bandos
Ya ni sé por qué es así
Ya ni sé si tengo un bando para mí
Bandos de seres humanos, impulsados por planes
Viviendo con daños y materiales
Bandos de seres humanos, impulsados por planes
Pero año tras año las cosas siguen igual
Y a veces me encuentro pensando
En aquellos que caminan en bandos
Ya ni sé por qué es así
Ya ni sé si quiero un bando para mí
Escrita por: Pedro Nascente