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Paulicéia

Peer

Paulicéia

Bem-vindo a paulicéia
Das contradições
E a solidão em meio as multidões

Frias e gélidas garoas
Correm pelo asfalto quente
Pelas correntezas levas nossos sonhos nela
Desigualdade e indiferença que faz crescer temores
Silenciosa e virulenta em todas as esferas

Bem-vindo a paulicéia das contradições
E a solidão em meio as multidões

De concreto e aço arranha-céus assustadores
Natureza morta é mais um quadro na tela
Quatrocentona opulência dos seus bem nascidos
Disfarçam e maqueiam as nossas mazelas

Bem-vindo a paulicéia das contradições
E a solidão em meio as multidões

Velozes carros furiosos pelas vias marginais
Na contramão os transeuntes e seus marginais anônimos
No fluxo e refluxo dos seus três poderes
Retroagem, alimentam e exorcizam seus demônios

Bem-vindo a paulicéia das contradições
E a solidão em meio as multidões

Paulicéia

Bienvenido a la paulicéia
De las contradicciones
Y la soledad en medio de las multitudes

Frías y gélidas lloviznas
Corren por el asfalto caliente
Por las corrientes llevan nuestros sueños en ella
Desigualdad e indiferencia que hacen crecer temores
Silenciosa y virulenta en todas las esferas

Bienvenido a la paulicéia de las contradicciones
Y la soledad en medio de las multitudes

De concreto y acero rascacielos aterradores
Naturaleza muerta es solo otro cuadro en la pantalla
La opulencia de sus bien nacidos de hace cuatro siglos
Disfrazan y maquillan nuestras desgracias

Bienvenido a la paulicéia de las contradicciones
Y la soledad en medio de las multitudes

Rápidos autos furiosos por las vías marginales
En sentido contrario los transeúntes y sus marginales anónimos
En el flujo y reflujo de sus tres poderes
Retroceden, alimentan y exorcizan sus demonios

Bienvenido a la paulicéia de las contradicciones
Y la soledad en medio de las multitudes

Escrita por: Johann Peer