Fui a São Bernardo e Lembrei-me de Ti
Outra noite eu comigo pensando
Rumo ao lar dentro de um São Bernardo
Porque é que eu insisto guardando
Certas coisas como eu ainda guardo
Vi teu colo, o céu, vi a morte
Vi valentes, vi prosas, proezas
Dei sumiço, calor eu dei sorte
Tantas noites, tacos, mesas
Eu me lembro de teu belo vulto
Noites quentes, verões, primaveras
Eu querendo provar que era adulto
Quanto a ti, que ainda não eras
Minha mão era um órgão bandido
Um pilantra, um ladrão de prazer
Tu dizias que o teu proibido
Inda ia amolecer
Nunca vi essa tal de moleza
Só unhadas, beliscos e tapas
Teu castigo final, que dureza
Ser lembrada entre caçapas
Teu castigo final que dureza
Ser lembrada entre caçapas
Fui a São Bernardo y Te Recordé
Otra noche yo solo pensando
Caminando a casa en un São Bernardo
¿Por qué insisto en guardar
Ciertas cosas que aún conservo?
Vi tu abrazo, el cielo, vi la muerte
Vi valientes, vi historias, hazañas
Desaparecí, con calor tuve suerte
Tantas noches, tacos, mesas
Recuerdo tu hermoso perfil
Noches calurosas, veranos, primaveras
Queriendo probar que era adulto
Mientras tú, que aún no lo eras
Mi mano era un órgano bandido
Un sinvergüenza, un ladrón de placer
Tú decías que lo prohibido
Iba a ablandarse
Nunca vi esa tal de blandura
Solo arañazos, pellizcos y golpes
Tu castigo final, qué dureza
Ser recordada entre cañerías
Tu castigo final, qué dureza
Ser recordada entre cañerías
Escrita por: Ailton Amalfi, Alberto Gaspar