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Rio Una

Petrúcio Amorim

Lá vai o Rio Una vai correndo a galopar
Lá vai o Rio Una vai correndo para o mar
Lá vai o Rio Una vai correndo a galopar
Lá vai o Rio Una vai correndo para o mar

É que ele nasce pelas bandas de Capoeiras
Vai descendo a cachoeiraa
Ligeiro que nem o vento
Chega em São Bento ele sorri de alegria
A correnteza vai dizendo
Se eu pudesse eu não descia

Lá vai o Rio Una vai correndo a galopar
Lá vai o Rio Una vai correndo para o mar
Lá vai o Rio Una vai correndo a galopar
Lá vai o Rio Una vai correndo para o mar

Pede licença e entra em Cachoeirinha
É quando vê vinte vaquinhas
Bebendo do seu produto
Se eu pudesse
Eu dedmorava um tiquinho
Mas vou passar em Altinho
Nem que seja um minuto
Chega em Altinho
Ele se alegra e se agita
Quando vê a moça bonita
Na barreira matutina
Pra Agrestina ele corre com emoção
As águas batendo na pedra
Até parece uma canção

Lá vai o Rio Una vai correndo a galopar
Lá vai o Rio Una vai correndo para o mar
Lá vai o Rio Una vai correndo a galopar
Lá vai o Rio Una vai correndo para o mar

Chega em Palmares
Ele mata a saudade
Passa dentro da cidade
Valente como um leão
Em Água Preta ele deixa de ser arisco
Respeita o padrinho Ciço
E pede a sua bênção
Aí ele entristece
E bota pra chorar
Se despede de Barreiros
E emboca pra dentro do mar

Escrita por: Jorge de Altinho