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Lampião

Pierre Simões

Lampiao

Êeeh, Lampião, Virgulino, Virgulino
Virgulino Lampião
Cabra macho do agreste
Capitão do meu sertão

Comigo ninguém se mete
Meu facão é meu punhal
Mato, sangro, pinto o sete
Passo a faca na moral

A volante dá trabalho
Mas eu não dou mole não
Sigo em frente, pego e mato
Não perdoo cabra não

Não tolero covardia
Nem traíra, nem chorão
A palavra também cria
O homem forte do sertão

Me tornei homem valente
Por causa de traição
Não fujo, mas sigo em frente
Haja frio ou calorão

Só tenho aquela fraqueza
Que me corta o coração
Digo com toda franqueza
É Maria, minha paixão

Mulher doce e formosa
Não se acha fácil não
Ainda assim bem corajosa
Não se doma fácil não

Se eu cair frente à sorte
Me levanto atirando
Minha honra é meu forte
Meu orgulho e o meu mando

Digo a Deus na minha morte
Que os pecados eu assumo
Quando eu vir de novo o Norte
Desta vez acerto o rumo

Lampião

Êeeh, Lampião, Virgulino, Virgulino
Virgulino Lampião
Macho cabrío del agreste
Capitán de mi sertón

Conmigo nadie se mete
Mi machete es mi puñal
Mato, sangro, hago el siete
Paso el cuchillo con moral

La policía da trabajo
Pero yo no doy tregua
Sigo adelante, atrapo y mato
No perdono a nadie

No tolero la cobardía
Ni al traidor, ni al llorón
La palabra también crea
Al hombre fuerte del sertón

Me convertí en hombre valiente
Por causa de la traición
No huyo, pero sigo adelante
Haga frío o calorón

Solo tengo esa debilidad
Que me corta el corazón
Digo con toda franqueza
Es María, mi pasión

Mujer dulce y hermosa
No se encuentra fácilmente
Aun así, muy valiente
No se doma fácilmente

Si caigo frente a la suerte
Me levanto disparando
Mi honor es mi fortaleza
Mi orgullo y mi mando

Le digo a Dios en mi muerte
Que los pecados asumo
Cuando vea de nuevo el Norte
Esta vez acertaré el rumbo

Escrita por: Pierre Simões