Insônia
Baldes de café, cigarro, distração
Papeis no chão, nenhuma inspiração
Lá fora os prédios vão me sufocar
E aí São Paulo parece gemer
Ouvir dizer que hoje chove
Chega a noite a gente pode morrer
Depois das três o mundo não é mais
São quatro horas e eu não fico em paz
Da sala ao quarto parece demais
Nem as paredes querem me ouvir
Daqui a vista não vai longe
Não tão longe quanto eu ando de mim
Será que é sempre assim?
A gente é tão normal
E é tudo tão igual, tão real, tão banal
Do começo ao fim
Ligo a TV, passo outro café
Pra tentar levantar um pouco do sofá
Trabalhar, me aguentar de pé, sei lá
Vou viver de esperar as contas pra pagar
Viver desesperar
E as contas pra pagar...
Insomnio
Cubos de café, cigarrillo, distracción
Papeles en el suelo, sin inspiración
Fuera de los edificios me asfixiarán
Y luego São Paulo parece gemir
Oímos que llueve hoy
Si llega la noche, podemos morir
Después de tres el mundo ya no es
Son cuatro horas y no estoy en paz
Desde la sala de estar hasta el dormitorio parece demasiado
Ni siquiera las paredes me escuchan
Desde aquí la vista no irá muy lejos
No tan lejos como yo camino de mí mismo
¿Siempre es así?
Somos tan normales
Y todo es tan igual, tan real, tan banal
De principio a fin
Enciende el televisor, pasa otro café
Para tratar de levantar un poco del sofá
Trabajo, levántate, no lo sé
Voy a vivir esperando que las cuentas paguen
Desesperación viva
Y las cuentas para pagar
Escrita por: Diego Casas / Gabriel Setubal