Viver
É perigoso demais
Mas não viver
É mais
Tanto tempo em tempos tentando tomar tempo
E voltar pro movimento positiva
Esperando que essa pizza vire pista
A vista embaçada
O tato mais intenso, a audição aguçada
Peculiar demais
Ter quinze anos de novo
Num bar de quarenta mais
Não se assuste, é pileque de poeta
Pique zap na madruga íntima
A hora é imprópria
Mas a molecagem é legítima
Não se assuste, é pileque de poeta
Pique zap na madruga íntima
A hora é imprópria
Mas a molecagem é legítima
Já prevendo o vento chegando sedento
Pra virar uma ventania
Arrastando a racionalidade, mantendo o instinto
Pode começar em algum lugar, já é seis da tarde
Peculiar demais
Ter quinze anos de novo
Num bar de quarenta mais
Não se assuste, é pileque de poeta
Pique zap na madruga íntima
A hora é imprópria
Mas a molecagem é legítima
Não se assuste, é pileque de poeta
Pique zap na madruga íntima
A hora é imprópria
Mas a molecagem é legítima
(Legítima)