Ingênuo
Eu fui ingênuo quando acreditei no amor
Mas, pelo menos jamais me entreguei à dor...
Chorei o meu choro primeiro
Eu chorei por inteiro pra não mais chorar
E o meu coração permaneceu sereno
Expulsando o veneno pelo meu olhar...
... eu procurei me manter como Deus mandou
Sem me vingar que a vingança não tem valor
E depois também perdoar a quem erra
É ser perdoado na Terra
Sem ter que pedir perdão no céu.
Eu não quis resolver
Eu não quis recusar
Mas do amor em ruína, uma força termina
Por nos dominar e depois proteger
Dos abismos que a vida traçar
Quando o tempo virar o único mal
E a solidão começa a ser fatal...
Eu não quis refletir, não
Eu não quis recuar, não
Eu não quis reprimir, não
Eu não quis recear...
Porque contra o bem nada fiz
E eu só quero algum dia
Ser feliz como eu sou infeliz...
Ingenuo
Yo era ingenuo cuando creía en el amor
Pero al menos nunca me entregué al dolor
Lloré mi grito primero
Lloré por todas partes para no llorar más
Y mi corazón se mantuvo sereno
Expelando el veneno de mis ojos
¿Qué? Traté de mantenerme como Dios me dijo
Sin venganza esa venganza no tiene valor
Y luego también perdonar a los que cometen errores
Debe ser perdonado en la Tierra
Sin tener que pedir perdón en el cielo
No quería resolver
No quería negarme
Pero del amor en la ruina, una fuerza termina
Por dominarnos y luego proteger
De los abismos que la vida rastrea
Cuando el tiempo se convierte en el único mal
Y la soledad comienza a ser fatal
No quería reflexionar, no
No quería retroceder, no
No quise reprimir, no
No quería tener miedo
Porque no he hecho nada contra el bien
Y yo sólo quiero algún día
Para ser feliz como yo soy infeliz
Escrita por: Paulo César Pinheiro / Benedito Lacerda / Pixinguinha