Horizontes
Há muito tempo que eu ando
Nas ruas de um porto não muito alegre
Mas que, no entanto, me traz encantos
E um pôr-do-sol me traduz em versos
Sessenta e quatro, sessenta e seis
Sessenta e oito um mau tempo talvez
Anos oitenta não deu pra ti
E nos noventa não vou me perder por aí
Ê nanauê nauê
Não vou me perder por aí
De seguir livre novos caminhos
Arando terras, provando vinhos
De ter ideias de liberdade
E ver o amor em todas as idades
Sessenta e quatro, sessenta e seis
Sessenta e oito um mau tempo talvez
Anos oitenta não deu pra ti
E nos noventa não vou me perder por aí
Ê nanauê nauê
Não vou me perder por aí
Nasci chorando, moinhos de vento
Subir no bonde, descer correndo
A boa funda de goiabeira
Jogar bolita, pular fogueira
Sessenta e quatro, sessenta e seis
Sessenta e oito um mau tempo talvez
Anos oitenta não deu pra ti
E nos noventa não vou me perder por aí
Ê nanauê nauê
Não vou me perder por aí
Horizontes
Hace mucho tiempo que camino
Por las calles de un puerto no muy alegre
Pero que, sin embargo, me trae encantos
Y un atardecer me traduce en versos
Sesenta y cuatro, sesenta y seis
Sesenta y ocho, un mal tiempo tal vez
Los años ochenta no fueron para ti
Y en los noventa no me perderé por ahí
Eh nanauê nauê
No me perderé por ahí
Seguir libre nuevos caminos
Arando tierras, probando vinos
Teniendo ideas de libertad
Y viendo el amor en todas las edades
Sesenta y cuatro, sesenta y seis
Sesenta y ocho, un mal tiempo tal vez
Los años ochenta no fueron para ti
Y en los noventa no me perderé por ahí
Eh nanauê nauê
No me perderé por ahí
Nací llorando, molinos de viento
Subir al tranvía, bajar corriendo
La buena honda de guayaba
Jugar canicas, saltar la hoguera
Sesenta y cuatro, sesenta y seis
Sesenta y ocho, un mal tiempo tal vez
Los años ochenta no fueron para ti
Y en los noventa no me perderé por ahí
Eh nanauê nauê
No me perderé por ahí