Ódio Contra As Máquinas
Chaminés cospem fumaça envenenada e é normal.
Vistas de cima se misturam à nuvem branca, desenhos no céu que agora é matinal.
O meu sapato de petróleo me levou pra igreja, agradecer ao meu pai.
Todos os dias dessa vida, todos os dias dessa vida são iguais.
Amigos virtuais pra eu brindar a alegria de ser totalmente provido de dons.
Eu vejo tudo ao meu redor, eu ouço frases e efeitos
Me movimento melhor, do que a máquina ou robô que em meu lugar foi eleito.
Eu posso até gritar, mas o sistema é forte, querem me calar
Todos os dias eu penso que vai ser diferente, o que vai ser e se vai ser diferente.
Então me lembro da receita, cachaça acabou, analfabeto é presidente.
Manipularam a química, e não vão mais fabricar.
Manipularam a química, e não vão mais fabricar.
Tem coisa mais pesada, que lobo de gravata em ano eleitoral
Batendo de casa em casa?
Te ver é tudo que eu queria agora, e ter qualquer condução ou condição
De te levar embora daqui.
Da vidraça do oitavo andar, tudo é tão massa, a massa humana que passa.
Feito formigas pra lá e pra cá, feito formigas pra lá e pra cá.
Não consigo identificar em meio a multidão a pessoa comum, o santo ou o vodu.
Que procuram te camuflar e te esconder de mim.
Odio Contra Las Máquinas
Chimeneas escupen humo envenenado y es normal.
Vistas desde arriba se mezclan con la nube blanca, dibujos en el cielo que ahora es matutino.
Mi zapato de petróleo me llevó a la iglesia, agradecer a mi padre.
Todos los días de esta vida, todos los días de esta vida son iguales.
Amigos virtuales para brindar la alegría de estar totalmente dotado de talentos.
Veo todo a mi alrededor, escucho frases y efectos.
Me muevo mejor que la máquina o robot que en mi lugar fue elegido.
Puedo incluso gritar, pero el sistema es fuerte, quieren silenciarme.
Todos los días pienso que será diferente, qué será y si será diferente.
Entonces recuerdo la receta, se acabó la cachaça, un analfabeto es presidente.
Manipularon la química, y ya no van a fabricar más.
Manipularon la química, y ya no van a fabricar más.
¿Hay algo más pesado que un lobo con corbata en año electoral
yendo de casa en casa?
Verte es todo lo que quisiera ahora, y tener cualquier medio de transporte o condición
para llevarte lejos de aquí.
Desde la ventana del octavo piso, todo es tan masivo, la masa humana que pasa.
Como hormigas de aquí para allá, como hormigas de aquí para allá.
No logro identificar en medio de la multitud a la persona común, el santo o el vudú.
Que intentan camuflarte y esconderte de mí.
Escrita por: Daniel Batista