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Ilex Paraguarienses

Pouca Vogal

Ilex Paraguarienses

Hoje eu acordei mais cedo, tomei sozinho o chimarrão
Procurei a noite na memória, procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve, nem li o jornal
Tudo deve estar suspenso, nada deve pesar

Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver
Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer
Hoje eu acordei livre, não devo nada a ninguém
Não há nada que me prenda

Ainda era noite, esperei o dia amanhecer
Como quem aquece a água sem deixar ferver
Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro
Até que a chama se acenda

Verde, quente, erva
Ventre, dentro, entranhas
Mate amargo noite adentro
Estrada estranha

Nunca me deram mole, não (melhor assim)
Não sou a fim de pactuar (sai pra lá)
Se pensam que tenho as mãos vazias e frias (melhor assim)
Se pensam que as minhas mãos estão presas (surpresa)

Mãos e coração, livres e quentes
Chimarrão e leveza
Mãos e coração, livres e quentes
Chimarrão e leveza

Ilex paraguariensis
Ilex paraguariensis
Ilex paraguariensis
Ilex paraguariensis

Ilex Paraguarienses

Hoy me desperté más temprano, tomé solo el mate
Busqué en la memoria la noche, busqué en vano
Hoy me desperté más ligero, ni leí el periódico
Todo debe estar en pausa, nada debe pesar

He vivido tantas cosas, tengo tantas por vivir
Estoy en medio del camino y ninguna derrota me vencerá
Hoy me desperté libre, no le debo nada a nadie
No hay nada que me ate

Todavía era de noche, esperé que amaneciera el día
Como quien calienta el agua sin dejarla hervir
Hoy me desperté, ahora sé vivir en la oscuridad
Hasta que la llama se encienda

Verde, caliente, yerba
Vientre, adentro, entrañas
Mate amargo toda la noche
Camino extraño

Nunca me dieron tregua, no (mejor así)
No estoy dispuesto a pactar (fuera de aquí)
Si piensan que tengo las manos vacías y frías (mejor así)
Si piensan que mis manos están atadas (sorpresa)

Manos y corazón, libres y cálidos
Mate y ligereza
Manos y corazón, libres y cálidos
Mate y ligereza

Ilex paraguariensis
Ilex paraguariensis
Ilex paraguariensis
Ilex paraguariensis

Escrita por: Humberto Gessinger, Engenheiros do Hawaii