395px

Sanhauágua

PriCler e as Panteronas

Ali
Onde a água torta molha e cerca o chão
Aqui
Onde o tempo corre e escorre num vulcão

Aí
Onde o Sol o fogo queimam sem perdão
Pra mim
Isso mostra pele nua e pulsação

Nasce o rio

Caí
Sem saber nem mesmo o sonho que virá
Te vi
Absurdo em águas mornas a boiar
Feri
Os meus pés na pedra em ponta a apontar
Abri
Um portal pela ferida a sangrar

Eu verti

Nadar
Como nada um peixe
Expirar por dentro
Água
Água

Cantar
Canto de baleia
Inspirar de fora
Ar
Ar

Caí
Sem saber nem mesmo o sonho que virá
Te vi
Absurdo em águas mornas a boiar
Feri
Os meus pés na pedra em ponta a apontar
Abri
Um portal pela ferida a sangrar

Eu verti

Nadar
Como nada um peixe
Expirar por dentro
Água
Água

Cantar
Canto de baleia
Inspirar de fora
Ar
Ar

Nadar, nadar, nadar, nadar, fluir
Fluir, fluir, fluir, fluir, voar
Voar, voar, voar, voar, sumir

Sumir, sumir, sumir, voltar
Voltar, voltar, voltar, mirar
O rio, rio, o rio sanhauá

Escrita por: Pedro Medeiros, Priscilla Cler