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Cine Odeon

Priscila Tossan

Cine Odeon

Eu não posso mais me acostumar com seu sorriso louco
E, quem disse que a gente tem um caminho longo?
Eu não posso mais me iludir com seu discurso torto
E vou jogar fora tudo que me lembre o seu gosto

E quando o vento te lambe o rosto
Eu vejo nos seus olhos verdes
O seu jogo que eu já cansei

Eu já não leio mais Drummond
Eu não escuto mais Tom Zé
Não vou mais ao Cine Odeon
Pra quê andar a pé?
Se eu já não te dou mais a mão
E nem te faço um cafuné
Você já não me acorda mais
Eu tomo chá pra não tomar café

Eu não vou aguentar mais um dia desse caso louco
E quem foi que disse que a gente tem um ao outro?
Se o meu silêncio te incomoda, é nele que eu me escondo
Eu vou jogar fora tudo que me lembre o seu rosto

E quando o vento te lambe o rosto
Eu vejo nos seus olhos verdes
O seu jogo que eu já cansei

Eu já não leio mais Drummond
Eu não escuto mais Tom Zé
Não vou mais ao Cine Odeon
Pra quê andar a pé?
Se eu já não te dou mais a mão
E nem te faço um cafuné
Você já não me acorda mais
Eu tomo chá pra não tomar café

Cine Odeon

Ya no puedo acostumbrarme a tu sonrisa loca
¿Y quién dijo que tenemos un largo camino?
Ya no puedo ilusionarme con tu discurso torcido
Y voy a desechar todo lo que me recuerde tu sabor

Y cuando el viento te acaricia el rostro
Veo en tus ojos verdes
Tu juego del que ya me cansé

Ya no leo a Drummond
Ya no escucho a Tom Zé
No voy más al Cine Odeon
¿Para qué caminar a pie?
Si ya no te doy la mano
Ni te hago cariñitos
Tú ya no me despiertas más
Tomo té en lugar de café

No voy a soportar otro día de este caso loco
¿Y quién dijo que tenemos el uno al otro?
Si mi silencio te molesta, en él me escondo
Voy a desechar todo lo que me recuerde tu rostro

Y cuando el viento te acaricia el rostro
Veo en tus ojos verdes
Tu juego del que ya me cansé

Ya no leo a Drummond
Ya no escucho a Tom Zé
No voy más al Cine Odeon
¿Para qué caminar a pie?
Si ya no te doy la mano
Ni te hago cariñitos
Tú ya no me despiertas más
Tomo té en lugar de café

Escrita por: Vitim / Aline Coutinho / Eduardo Martins