Teodora
Quando eu tento devolver
A cabeça pra dentro do corpo
E quando eu tento resolver
O que fazer com as minhas mãos
Quando eu tento decidir
Quem sou eu? Que horas são?
Quando eu tento entender
O que se passa a minha volta
Eu cuspo fogo; eu cuspo sangue;
eu cuspo adrenalina
Como eu adoro odiar você
Eu cuspo fogo; eu cuspo sangue;
eu cuspo adrenalina
Como eu adoro odiar você
Quando eu tento desvendar
O seu olhar de peixe morto
Quando eu tento respirar
O couro cabeludo
Quando eu tento esquecer
Tudo que você me fez
Quando eu tento ser bacana
Eu te odeio, Teodora
Eu cuspo fogo; eu cuspo sangue;
eu cuspo adrenalina
Como eu adoro odiar você
Eu cuspo fogo; eu cuspo sangue;
eu cuspo adrenalina
Como eu adoro odiar você
Quando eu tento cobiçar
A mulher dos outros
Quando eu tento a elegância
Eu babo na gravata
Quando eu tento o gol de placa
A bola vai na trave
Eu te odeio, Teodora
Mas não é nada pessoal!
Eu cuspo fogo; eu cuspo sangue;
eu cuspo adrenalina
Como eu adoro odiar você
Eu cuspo fogo; eu cuspo sangue;
eu cuspo adrenalina
Como eu adoro odiar você
Teodora
Cuando intento devolver
La cabeza dentro del cuerpo
Y cuando intento resolver
Qué hacer con mis manos
Cuando intento decidir
¿Quién soy yo? ¿Qué hora es?
Cuando intento entender
Lo que sucede a mi alrededor
Escupo fuego; escupo sangre;
escupo adrenalina
Cómo adoro odiarte
Escupo fuego; escupo sangre;
escupo adrenalina
Cómo adoro odiarte
Cuando intento descifrar
Tu mirada de pez muerto
Cuando intento respirar
El cuero cabelludo
Cuando intento olvidar
todo lo que me hiciste
Cuando intento ser amable
Te odio, Teodora
Escupo fuego; escupo sangre;
escupo adrenalina
Cómo adoro odiarte
Escupo fuego; escupo sangre;
escupo adrenalina
Cómo adoro odiarte
Cuando intento codiciar
A la mujer de otros
Cuando intento la elegancia
Me babeo en la corbata
Cuando intento el golazo
La pelota va al travesaño
Te odio, Teodora
¡Pero no es nada personal!
Escupo fuego; escupo sangre;
escupo adrenalina
Cómo adoro odiarte
Escupo fuego; escupo sangre;
escupo adrenalina
Cómo adoro odiarte
Escrita por: Rodrigo Leão, Delicato