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En los márgenes de la sociedad

Protesto Suburbano

Á Margem da Sociedade

Enquanto você vive no luxo
Eu uso o seu lixo para sobreviver
Sou desprezado por todas as pessoas
Elas preferem não me ver

Por que finges que não me vê?
Estou aqui na sua frente
Por que finges que não me vê
Pareço lixo, mas também sou gente

Eu durmo em uma cama de pedra
Coberto com as notícias que você leu
A noite só não é mais fria
Do que os nãos que eu recebo todo dia

Eu não pago impostos, não tenho moradia, nem identidade
Não faço parte da sociedade
Não tenho emprego fixo, vivo à revelia
Esta é minha realidade

Estou à margem da sociedade
Mas apesar dos dentes podres, das minhas roupas sujas
E dos meus pés descalços
Só preciso de uma oportunidade

En los márgenes de la sociedad

Mientras vives en el lujo
Uso tu basura para sobrevivir
Soy despreciado por toda la gente
Prefieren no verme

¿Por qué finges que no me ves?
Estoy de pie aquí en frente de ti
¿Por qué finges que no me ves?
Parezco basura, pero también soy gente

Duermo en una cama de piedra
Cubierto con las noticias que lees
La noche ya no es fría
Que los desposeídos que recibo todos los días

No pago impuestos, no tengo vivienda, ni identidad
No soy parte de la sociedad
No tengo un trabajo estable, vivo en ausencia
Esta es mi realidad

Estoy al margen de la sociedad
Pero a pesar de mis dientes podridos, mi ropa sucia
Y desde mis pies descalzos
Sólo necesito una oportunidad

Escrita por: Erik Filipe Vidal / Felipe Chehuan / João Freitas / Paulo Rogério / Sandro Juliati