Dentes
Sua eterna e insistente lembrança
Aos poucos mastiga meus ossos
Ensangüentados de sonhos
Que escorrem pelos meus olhos
Sonhar com você dói demais
Estou preso em suas mandíbulas
Sou sangue e vísceras espalhadas
Sou feito de memórias adormecidas
E ao te ver nesse instante
Eu já não sei se durmo ou fico acordado
Você não existe, eu sei
E eu também não sou assim
Só me resta dormir outra vez
E esperar te encontrar no fim.
Ao som dos meus ossos quebrados
E na dor das perfurações
De amor eu insisto em chamar
Meus impulsos e obsessões
Mas cansei de lutar por meus sonhos
Eu estou acuado e perdido
Sou um resto de carne retalhada
Dou meu último e ingrato suspiro
E ao te ver nesse instante
Eu já não sei se durmo ou fico acordado
Você não existe, eu sei
E eu também não sou assim
Só me resta dormir outra vez
E esperar te encontrar no fim.
Dientes
Tu eterno e insistente recuerdo
Poco a poco mastica mis huesos
Ensangrentados de sueños
Que se escurren por mis ojos
Soñar contigo duele demasiado
Estoy atrapado en tus mandíbulas
Soy sangre y vísceras esparcidas
Estoy hecho de memorias dormidas
Y al verte en este instante
Ya no sé si duermo o si estoy despierto
Tú no existes, lo sé
Y yo tampoco soy así
Solo me queda dormir otra vez
Y esperar encontrarte al final
Al sonido de mis huesos rotos
Y en el dolor de las perforaciones
Por amor sigo llamando
Mis impulsos y obsesiones
Pero me cansé de luchar por mis sueños
Estoy acorralado y perdido
Soy un resto de carne desgarrada
Doy mi último e ingrato suspiro
Y al verte en este instante
Ya no sé si duermo o si estoy despierto
Tú no existes, lo sé
Y yo tampoco soy así
Solo me queda dormir otra vez
Y esperar encontrarte al final.
Escrita por: Leandro Egert / Luis Felipe Mayorga