O Refrão
Avenida de jardas
Que se move tão lerda
Com seu cheiro de merda
Seu zunido retarda
E essa gente de farda
Se fazendo de surda
Ignorando as perdas
E ficando mais gordas
Tempo urge
Eis que surge
E me atinge um mata-borrão
E o povo se queixa
Olha a deixa!
Não deixa passar o refrão
Pra não cantar sozinho a canção
Pra não confessar solitário a paixão
Avenida maldosa
De estrutura retesa
Sentimento em represa
Na fachada informosa
Escassez luminosa
Brilhantismo de alteza
Mas na hora da mesa
A escuridão é tenebrosa
Tempo voa que voa
E revoa
Mais um gavião
Se põe na surdina
Fazendo rapina pro meu coração
Implacável, covarde perseguição
Pra onde me leva essa única mão?
El Estribillo
Avenida de yardas
Que se mueve tan lenta
Con su olor a mierda
Su zumbido retarda
Y esta gente de uniforme
Haciéndose la sorda
Ignorando las pérdidas
Y poniéndose más gordas
El tiempo apremia
He aquí que surge
Y me golpea un borrador
Y la gente se queja
¡Mira la oportunidad!
No dejes pasar el estribillo
Para no cantar solo la canción
Para no confesar en soledad la pasión
Avenida maliciosa
De estructura tensa
Sentimiento represado
En la fachada engañosa
Escasez luminosa
Brillantez de grandeza
Pero a la hora de la mesa
La oscuridad es tenebrosa
El tiempo vuela que vuela
Y revuela
Otro gavilán
Se pone sigiloso
Haciendo rapina en mi corazón
Implacable, cobarde persecución
¿Hacia dónde me lleva esta única mano?
Escrita por: Guilherme Santin