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Vidro na Chuva

PureFSX

Caminho sem rumo no prédio vazio
Meu nome nas janelas, mas ninguém ouviu
O moletom molhado, o peso no peito
Na mesa, um bilhete que eu nunca aceito

No vidro escorre o mundo devagar
E eu finjo que aprendi a me acostumar
Rua me chama, eu não quero voltar
Tem um silêncio que insiste em me procurar

Eu tento, eu tento
Mas tudo cai pra dentro
Meu coração em pedaços
Batendo lento, lento

Se eu sumir um pouco
Tu percebe do outro lado?
Ou eu viro só
Mais um eco apagado?

Vidro na chuva
Vidro na chuva
Meu peito quebra em luz nenhuma
Vidro na chuva
Vidro na chuva
Eu grito baixo, ninguém escuta (ninguém escuta)

Vidro na chuva
Vidro na chuva
Tua ausência me deixa nua
Vidro na chuva
Vidro na chuva
Eu fico aqui, mas a alma flutua (alma flutua)

No elevador, meu reflexo me evita
Cara de quem sabe, mas nunca acredita
Passo no mercado, levo só o necessário
Leite, pão, um pouco de luto no armário

Tem foto antiga presa na parede
Eu sorrio nela, mas hoje a voz não rede
O céu tá cinza, parece combinado
Com tudo que eu sinto e deixo guardado

Eu tento, eu tento
Mas tudo cai pra dentro
Meu coração em pedaços
Batendo lento, lento

Se eu chamar teu nome
Vai voltar pro meu lado?
Ou eu viro só
Mais um sonho quebrado?

Vidro na chuva
Vidro na chuva
Meu peito quebra em luz nenhuma
Vidro na chuva
Vidro na chuva
Eu grito baixo, ninguém escuta (ninguém escuta)

Vidro na chuva
Vidro na chuva
Tua ausência me deixa nua
Vidro na chuva
Vidro na chuva
Eu fico aqui, mas a alma flutua (alma flutua)

Se a noite me cobrir
Eu não vou fugir
Deixa a dor passar
Deixa o tempo abrir

Talvez eu aprenda
A me reconstruir
Mas hoje eu só quero
Respirar e resistir

Vidro na chuva
Vidro na chuva
Meu peito quebra em luz nenhuma
Vidro na chuva
Vidro na chuva
Eu grito baixo, ninguém escuta (ninguém escuta)

Vidro na chuva
Vidro na chuva
Tua ausência me deixa nua
Vidro na chuva
Vidro na chuva
Eu fico aqui, mas a alma flutua (alma flutua)

Escrita por: Emanuel Elias Deniz