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Folcloreando

Quarteto Coração de Potro

Folcloreando

Não venho de muito perto
E pra bem longe é que vou
Eu chego quando anoitece
Quando amanhece não estou

Quem tem lado é boi de canga
E alpargata é quem não tem
Às vez eu tenho de sobra
E volta e meia eu ando sem

Pras manhãs de lida e Sol
Rodeio parado a grito
E pras tardes de garoa
Café preto e bolo frito

Folcoreando, folcloreando
Sigo assim de um pago ao outro
Chacarereando pras moça
E tirando cósca de potro

Errei um pealo certeiro
Botei a culpa no laço
Depois d'uma noite bailando
Fazendo força no braço

Eu tenho um poncho de napa
E um par de bota de goma
Pra "domá" em dia de chuva
Porque potreiro não doma

Te trago minha saudade
Meu zóinho de coruja
E uma mala de garupa
Pesada de roupa suja

Quando eu morrer, façam farra
Não quero ninguém chorando
Pra que eu siga, tempo adentro
Folcloreando, folcloreando

Folcloreando

No vengo de muy cerca
Y a un lugar lejano voy
Llego cuando anochece
Cuando amanece no estoy

Quien tiene lado es buey de yugo
Y alpargatas es quien no tiene
A veces tengo de sobra
Y de vez en cuando ando sin

Para las mañanas de trabajo y sol
Rodeo parado a gritos
Y para las tardes de llovizna
Café negro y pastel frito

Folcloreando, folcloreando
Sigo así de un pago a otro
Chacarereando para las chicas
Y sacando cósicas de potro

Me equivoqué en un tiro certero
Eché la culpa al lazo
Después de una noche bailando
Haciendo fuerza en el brazo

Tengo un poncho de napa
Y un par de botas de goma
Para "domar" en día de lluvia
Porque potrero no doma

Te traigo mi nostalgia
Mi ojito de búho
Y una maleta de carga
Pesada de ropa sucia

Cuando muera, hagan fiesta
No quiero a nadie llorando
Para que yo siga, tiempo adentro
Folcloreando, folcloreando

Escrita por: Kiko Goulart / Rogerio Villagran