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Genu

Quatro Por Dois

Genu

Olha genu, por trás dos teus olhos existe uma beleza
Que nenhum homem foi capaz de tocar
Olha genu, pra onde vão essas lágrimas pretas?
Não se sabe se suor ou tristeza, eu só quero te observar
Olha genu, a gente já sabe que a dor é tão certa,
Então deixa essa porta aberta, senta aqui vem conversar

E assim começou a me contar
As quedas e os dramas que ela teve que enfrentar
Ser deixada a mercê
De branco sozinha no altar

Dos amores que ela perdeu
E de muitos deles jamais esqueceu
E de todas as coisas
Que ela nunca viveu

Quem é você que não aprendeu a viver?
Quem é você que não soube esquecer?

Ouça meu bem, posso ver o tempo passar
Não espere o café esfriar, sei que dizes que faz bem sonhar
Ouça meu bem, eu não quero desistir
Me mostre aonde ir, não insista em se machucar
Ouça meu bem, feche a porta quando sair
Não me obrigue a assistir esse martírio sem fim

Quem é você que não soube esquecer?

Genu

Mira genu, detrás de tus ojos hay una belleza
Que ningún hombre ha logrado tocar
Mira genu, ¿a dónde van esas lágrimas negras?
No se sabe si sudor o tristeza, solo quiero observarte
Mira genu, ya sabemos que el dolor es tan cierto,
Así que deja esa puerta abierta, siéntate aquí, ven a hablar

Y así comenzó a contarme
Las caídas y los dramas que tuvo que enfrentar
Ser dejada a merced
De blanco sola en el altar

De los amores que perdió
Y de muchos de ellos jamás olvidó
Y de todas las cosas
Que nunca vivió

¿Quién eres tú que no aprendió a vivir?
¿Quién eres tú que no supo olvidar?

Escucha cariño, puedo ver el tiempo pasar
No esperes a que el café se enfríe, sé que dices que es bueno soñar
Escucha cariño, no quiero rendirme
Muéstrame a dónde ir, no insistas en lastimarte
Escucha cariño, cierra la puerta al salir
No me obligues a presenciar este martirio sin fin

¿Quién eres tú que no supo olvidar?

Escrita por: Iago Guimarães / Wagner Padilha